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abril 21, 2009

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“Música independente é como punheta, um ato solitário”

fevereiro 13, 2009

É assim que Lobão, ex-independente, defende a sua conciliação com as gravadoras, que, diz, “são necessárias”. Nesse vídeo feito na Campus Party, que eu encontrei agora no YouTube, Lobão solta o verbo, chama os participantes do evento de comunistas e manda até o entrevistador “se fuder”.

Entrevista com Lawrence Lessig

fevereiro 3, 2009

Aproveitando que resolvi reavivar este blog – e que estávamos falando de pirataria abaixo – lá vai uma entrevista que fiz com o Alexandre Matias no Link do Estadão desta semana.

“O problema não são os piratas – é a lei’

Divulgação
FLEXIBILIZAÇÃO – Lessig criou a licença Creative Commons e quer expandir sua ideia para o mundo dos negócios

Uma das maiores autoridades do mundo em direitos autorais na era digital, ele concorda: ‘Sim, somos todos piratas’

ALEXANDRE MATIAS E RODRIGO MARTINS

“A lei é o problema”, Lawrence Lessig sequer titubeia ao ser perguntado sobre direitos autorais e o mundo digital, “ela é muito radical”. O mesmo não pode ser dito sobre Lessig, professor de direito na universidade de Stanford, nos EUA. O criador do Creative Commons, proposta para flexibilizar o sistema legal, tem uma preocupação que vai além do copyright: “Temos toda uma geração de garotos que acha que a lei é um saco, que ignoram a lei. Quão difícil será para nós fazer eles também obedecerem leis fiscais, ou outras leis? Há dez anos, violar a lei não era tão fácil.”

A cerne da questão, para Lessig, está na mudança da relação das leis com a sociedade e a incorporação da cultura do remix não apenas na produção de conteúdo como nos negócios. O advogado, que foi cogitado para o cargo de ministro da justiça do governo de Barack Obama (de quem foi professor), está lançando um novo livro, Remix: Making Art and Commerce Thrive in the Hybrid Economy (editora Penguin, sem previsão de lançamento no Brasil, leia ao lado), em que dá um passo além da discussão dos direitos autorais.

“O foco nesse livro não é a criatividade. Embora ela seja importante, o livro tem uma preocupação maior com uma cultura que criminaliza atividades que deveriam ser normais. Essa é uma lição que os soviéticos aprenderam, quando faziam todas as atividades criminosas.”

No livro, Lessig propõe que a cultura do remix – em que conteúdos de naturezas diferentes são misturados por produtores e consumidores – deve também ser comercializados. Nada mais é que a ampliação da ideia de Creative Commons.

Quando foram criadas em 2001, as licenças CC deram um passo crucial no entendimento dos direitos do autor na época da reprodução eletrônica, apresentando o conceito de que o autor poderia permitir a reprodução livre de sua obra, colocando ressalvas para seu uso. Mas mais do que funcionar como uma solução, as licenças Creative Commons se aprofundaram nessa discussão que flexibiliza o rígido copyright para uma época em que qualquer um pode produzir e distribuir conteúdo.

“Precisamos atualizar a lei, para que ela faça sentido no mundo digital”, explicou em entrevista durante sua última visita ao Brasil, no ano passado. “Há muitas iniciativas nos EUA, como licenças coletivas, licenças voluntárias, que propõem mudanças para são todas propostas para fazer a lei fazer sentido na era digital. É isso o que deve ser feito, ao invés dessa guerra extrema contra quem usa as tecnologias digitais”.

“Se somos todos piratas?”, Lessig repete a pergunta para responder categoricamente e dar uma pequena aula sobre a natureza do copyright. “Sim. A razão pela qual todos são piratas hoje é porque a lei atual é baseada na reprodução de cópias. É uma que fazia sentido nos séculos 18 e 19, pois elas lidavam com cópias feitas por meio de novas tecnologias, que não estavam ao alcance de todos. Se você foca a lei de direitos autorais em cópias, você tem um modelo de negócios que incentiva o trabalho criativo. Fazia sentido”.

E continua: “Mas estamos nos movendo para uma era em que todo mundo que acessa a cultura tecnicamente faz cópias. Faz tanto sentido regular isso como regular o ato de respirar – copiar é algo tão comum que qualquer um pode fazer. Ao invés de invocar essa lei insana toda a vez que um garoto liga o computador, a lei deveria parar de focar na cópia e se focar em atividades que façam sentido comercialmente”.

E conclui citando nosso ex-Ministro da Cultura: “Se eu faço um remix de uma música do Gil e compartilho com meus amigos, ele não deve se preocupar com isso, porque não irá canibalizar seu valor de marketing. Mas se eu monto um site e coloco todo o trabalho do Gil e dou para as pessoas de graça, acho que o Gil pode – e deve – reclamar”.

Mas isso não quer dizer o fim dos direitos autorais, Lessig é enfático também nisso. “Há pessoas falando nisso, que as tecnologias digitais acabaram com qualquer possibilidade de controle. Não sou tão radical. A minha visão é que os direitos autorais têm um papel importante, só que precisam mudar para que possam continuar a funcionar.”

Lessig, no entanto, reconhece que a briga não é fácil, pois os interesses do passado defendem valores do século 20, que Lessig considera difíceis de ir contra. “Olhe para as estrelas do cinema. Elas podem dizer as coisas mais idiotas apoiando a cultura do passado e não reconhecer o futuro. Por exemplo, nos EUA, a Sony entrou em 1998 com uma ação para estender os direitos autorais por mais 20 anos. E chamou Bob Dylan como testemunha, que disse que criou o melhor de sua obra já pensando que ela só cairia em domínio público depois de 70 anos e não 50, sugerindo que, se não esse período fosse de 50 anos, ele não teria criado sua obra. Imagina o Bob Dylan nos anos 60 pensando: ‘Será que escrevo uma música? Ah, tudo bem, porque ela só vai cair em domínio público depois de 70 anos e não 50’; Nesse mundo atual coisas ridículas como essas são consideradas normais.”

E conclui fazendo uma previsão séria sobre a pirataria: “Acho que ela se tornará cada vez mais uma bandeira política.”

Indústria de entretenimento a favor dos downloads?

fevereiro 3, 2009

apcm

O site da Associação Antipirataria Cinema e Música (APCM), que reúne a indústria de música e cinema no Brasil para ações de combate à pirataria, como desbaratar duplicadores de CDs e DVDs piratas e fechar lan houses em que os usuários baixam conteúdo ilegal, foi hackeado nesta terça.

Quando se acessa o endereço, aparece um popup com os dizeres: “Viva a pirataria”. E ao se clicar em OK, o internauta é encaminhado para o site de torrents Mininova.

NYT apressa o fim dos jornais

fevereiro 2, 2009

Já está virando piada. Em crise, o jornal norte-americano The New York Times, após receber um empréstimo milionário e  polêmico do empresário Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, agora quer transformar o jornal em uma instituição filantrópica, que seria mantida por doações. É isso o que diz um artigo publicado hoje no jornal (http://www.nytimes.com/2009/01/28/opinion/28swensen.html?_r=3).

Não faltava mais nada. Que os jornais estão em crise no mundo todo não se discute. Mas em vez de querer ser mantido por doações de grandes empresas – o que obviamente pode comprometer a sua credibilidade e independência – não seria melhor se concentrar em arranjar uma forma de fazer dinheiro com notícias na internet, o que até agora não está claro para ninguém? Quando o jornal mais influente do mundo solta uma besteira dessas, imagino como deve estar a cabeça dos demais jornais menores no mundo.

Este início de 2009 está mostrando que os jornais impressos podem acabar antes do que se pensava. Isso não significa que as empresas de mídia irão perder seu papel. Investir na apuração de informações é e continuará a ser uma coisa muito importante. A única diferença é que irá saltar do impresso para a internet. E que é preciso achar uma forma de ganhar dinheiro com isso, inclusive, resgatando o público perdido.

Tava na cara (só faltava uma pesquisa)

novembro 25, 2008

Olha só o que encontrei no blog da Ana Brambilla. Uma pesquisa da Atributor, que monitora o conteúdo online, apontou que os conteúdos jornalísticos têm 140% mais audiência fora dos portais. Ou seja, que a moda da galera em passar links de notícias via MSN ou em sites como o Orkut traz mais leitura do que a obtida por visitantes que vão espontaneamente até a página principal do site de notícias.

Já tinha conversado com muita gente a esse respeito. A ficha já tinha caído. Só faltava uma pesquisa como essa. No início do mês, por exemplo, conversei com o diretor de internet do jornal Le Monde, Jean François Fogel. Ele me disse justamente isso, que as empresas de mídia têm de liberar os seus conteúdos para trafegarem na rede, para que cheguem às pessoas de forma “social”. A mesma coisa já havia me dito o editor de blogs da BBC, Giles Wilson, e o diretor de internet do The New York Times, Marc Frons.

Esses 140%, pelo que tenho acompanhado, se justificam principalmente pelos jovens. Muito se diz que eles não se informam, não se interessam por notícias. Mas parece que não é bem assim. A própria pesquisa da Atributor dá essa pista. Só quem em vez de abrirem o jornal ou acessarem o portal, eles confiam muito mais em um amigo que indica um link, seja no MSN, no Orkut ou no blog.

Num mundo em que a internet está tão repleta de informações, como achar o que é realmente relevante? Não é mais fácil confiar em um amigo? Lógico. Olha que não estou falando de jornalismo cidadão. Essa é outra questão. O jornalismo tradicional, em que se apura corrupção e investiga as autoridades, ainda é muito importante.

Vocês já contaram quantos portais de notícias tornam fáceis a vida de quem quer compartilhar uma notícia? Já tentou enviar um link pelo UOL ou pelo IG? Pois é, não dá. O máximo possível é enviar pelo ultrapassado e-mail. Seria bom que os portais abrissem os olhos. Já vi casos em que processaram blogueiros por republicar uma matéria. E o blog trazia um link, que poderia trazer visitas e acessos.

Ou seja, hoje, a audiência externa é 140% maior do que nos portais. Se esses sites facilitassem, esse número poderia ser muito maior, além de estreitar os laços com um novo público, que até enxerga a importância de uma grande marca de notícias, mas não vai mais até ela. O risco é de se perder esse link. E de aparecerem novas marcas de notícias que cresçam e cubram esse vazio.

Histórico

novembro 25, 2008

chat_orkut

Essa era uma das coisas que eu esperava acontecer desde 2004, quando o Orkut foi lançado. Desde então, cobrindo todas as mudanças que o site passou até agora (e não foram poucas), o pessoal do Google sempre despistava. Mas agora é oficial: o Orkut, finalmente, vai permitir bater papo em tempo real com os amigos. Quando? Não sei. O Google diz que será em breve e gradativo para os usuários brasileiros. No meu Orkut ainda não mudou.

Lógico que não houve muita originalidade. O Facebook já permite isso há tempos. Mas é uma barreira histórica quebrada.

Outra barreira, essa maior ainda, que espero que o Orkut quebre logo no Brasil é a da cor do site. É sério: quem ainda aguenta aquele azul-bebê. Na índia, os usuários do Orkut já têm opções para alterar seus fundos (http://en.blog.orkut.com/2008/10/this-years-diwali-theme.html). Mas por aqui, nunca se falou nisso. Se for como aconteceu com os aplicativos, em alguns meses deve chegar por aqui. Espero.

PS: Alguém conhece um web proxy indiano que funcione? Quero ver melhor esse lance de trocar os temas

A loja perfeita!!!

novembro 23, 2008

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Sabe aquele tipo de produto que hoje não chega mais ao Brasil e que só era possível de comprar na época do saudoso 1406 (a Polishop não vende nem de longe maravilhas como Sonic 2000, que permitia escutar a quilômetros de distância)?

Pois é, nesse época pré-Natal descobri uma loja sensacional na Rua Augusta. Ainda não visitei nem comprei lá. Mas promete. O site da Mevolution (www.mevolution.com.br) – que permite fazer comprar – traz coisas “sensacionais”, como um porta-gravatas elétrico, com luz e tudo, um aparelhinho que aquece o creme de barbear “para tornar mais fácil o ato de fazer a barba” e, o mais legal, o Turbo Groomer 3.0, um aparador de pêlos de nariz com luz embutida, “que elimina sombras e garante que nenhum pêlo seja esquecido”. Custa a bagatela de R$ 139.

A loja promete… Endereço para acessar sempre e não perder as novidades…

Fernanda Young fala sobre sexo casual

junho 26, 2008

WAYNE CAMARGO/DIVULGAÇÃO

Pois é, início de blog, audiência pequena (pequena não, minúscula mesmo)… Vamos tentar bombar isso aqui.

Bom, como nem sempre se tem assunto, resolvi aproveitar a tonelada de press releases que recebo no jornal. São mais de 300 por dia. Vivo com o dedo na tecla delete para apagá-los, pois vem cada coisa “sensacional”, que aproveitar algo é difícil. Já recebi de tudo: de nova música do Latino até a divulgação de novo site de motel. Coisas “super” importantes e relevantes…

Mas será mesmo? Resolvi rever os meus conceitos. Agora eu acho que o problema não são os releases, são os jornalistas, que não têm a visão aguçada para o que é realmente notícia. Corrupção na política, inflação, queda do dolar? Que é isso minha gente, vamos prestar mais atenção nos releases. Tem coisa mais importante do que saber que o Baú Crediário venderá computadores estilizados do Corinthians pela “bagatela” de R$ 1,8 mil? (nada contra o Corinthians).

Pois é, mais um release de suma importância apareceu na minha caixa de e-mails hoje. A apresentadora-escritora-roterista-etc. Fernanda Young irá ao Programa Amaury Junior Show neste sábado às 22h para falar “sobre vários assuntos, entre eles sexo casual, velhice, maternidade e traição”. Como esse release foi parar no meu e-mail eu não sei, já que sou um jornalista de tecnologia. Mas é de extrema relevância, embora os veículos de imprensa não devam dar a menor bola, não é mesmo? Ah, e o programa também terá um show de mágica e uma exibição de basquete. Sensacional, né? Não perco por nada.

A partir de agora, vou abrir meus olhos e acabar com essa injustiça: chega de ignorar os assuntos importantes. Releases são importantes, senão as assessorias de imprensa não enviariam, não é mesmo? Pode deixar que vou selecionar os melhores, com novo olhar, para publicar aqui. Quem sabe assim a imprensa não acorda para o que realmente é primordial! E tenho dito.

Brinque de DJ

junho 26, 2008

Quer ser DJ por um dia ou pelo menos por uns 15 minutos? O site The Automachine é para quem não entende nada do assunto. É só ir apertando botões para criar misturas de sons com guitarra, batidas de funk e voz. Vale a pena.

A dica veio do blog do Tiago Dória

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